segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Amor, o milagre que permanece


Por Jânsen Leiros Jr.


8 Contudo, recebereis poder quando o Espírito Santo descer sobre vós, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra!"
Atos 1:8 - JFA


14 Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte. 15 Toda pessoa que odeia seu irmão é homicida, e sabeis que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo. 16 Nisto conhecemos todo o significado do amor: Cristo deu a sua vida por nós e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos. 17 Se alguém possuir recursos materiais e, observando seu irmão passando necessidade, não se compadecer dele, como é possível permanecer nele o amor de Deus? 18 Filhinhos, não amemos de palavras nem de boca, mas sim de atitudes e em verdade."
1 João 3:14-18 - KJA


8 Aquele que não ama não conhece a Deus, porquanto Deus é amor. 10 Assim, nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. 11 Amados, considerando que Deus amou dessa forma, nós também devemos amar uns aos outros. 12 Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é aperfeiçoado em nós.

20 Se alguém declarar: “Eu amo a Deus!”, porém odiar a seu irmão, é mentiroso, porquanto quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não enxerga. 21 Ora, Ele nos entregou este mandamento: Quem ama a Deus, ame de igual forma a seu irmão! "
1 João 4:8, 10-12;20-21 - KJA

Em nossa sociedade, tão acostumada aos termos jurídicos, testemunha é sempre entendida como alguém que poderá atestar sobre alguma coisa que demande comprovação. Nesse cenário de significado semântico, se dissermos que precisamos ser testemunhas de Jesus, logo somos entendidos como quem sugere que saiamos pelo mundo a contar o que Jesus fez em nossas vidas.

Assim, muitos são os "ex" alguma coisa que se lançam a apregoar o que eram, e o como faziam isso e aquilo, fazendo alarde sobre seus passados, como se comparativamente, baseando-se no que eram antes, agora estão totalmente referendados a testemunhar sobre o que Jesus fez em suas vidas. É claro que o Senhor transforma vidas. E também é claro que condutas inadequadas são abandonadas após genuínas e legítimas conversões. Mas eu pergunto, esse é o significado de sermos testemunhas de Jesus a todos os povos?

Ao longo dos evangelhos, de Mateus a João, por diversas vezes aqueles a quem Jesus dirigiu-se realizando milagres, passaram a testemunhar suas curas com alegria e espanto. Porém, não precisaram do Espírito Santo para isso. Realizado o milagre, e constatadas as curas, eles falavam abertamente sobre o que o Senhor lhes havia feito. Ora, se mesmo antes da descida do Espírito Santo em Jerusalém, na festa de Pentecostes, havia quem contasse efusivamente o que Jesus lhe havia feito, fosse o que fosse, por que então o próprio Jesus prometeu que seríamos revestidos do poder do Espírito Santo para sermos suas testemunhas?

O poder do Espírito Santo, é um poder realizador. Uma condição que aponta para uma realização que demanda uma capacitação sobrenatural, cujos resultados e o sucesso não podem depender apenas da própria vontade, ou do próprio talento. Dependerá sobretudo da forte atuação de Deus, através de seu Espírito, que presente em nós, realizará aquilo que não nos é possível realizar, ou nos fará chegar onde, por nossos próprios meios não nos seria possível chegar. Ora, então que testemunho é esse, que para realizá-lo nos é preciso receber poder do Espírito?

 Se observarmos a dinâmica de nossas relações com o mundo sem Deus, mundo onde nosso universo existe, as pessoas que nos cercam, que convivem conosco, não são de modo algum interessadas em leitura da Bíblia, pregações ou louvores que lhes possam tocar o coração. Eles vivem seus cotidianos envolvidos em suas tarefas pessoais, cuidando de seus interesses ou meios de subsistência. Não têm qualquer acesso a uma atividade religiosa perene, onde o testemunho bíblico lhes sejam comum e experimentado. O que conhecem da bíblia muita das vezes é superficial ou caricato, dando uma percepção distorcida do evangelho de Cristo.

É nesse cenário de desconexão com Deus, que nós, discípulos de Jesus, temos que ser suas testemunhas. Não contando apenas o que Deus fez em nossas vidas, mas também e principalmente sendo a novidade de vida que seu Espírito realiza em nós. Nosso testemunho é viver como Jesus viveu, uma vez que o mesmo Espírito que o capacitava, habita também os nossos corações. Em um mundo que não se ocupa em conhecer Jesus através de suas palavras, nós devemos ser o Jesus que eles podem conhecer, assim como somos a Bíblia que eles lêem.

Em sua primeira epístola, João se ocupa em apresentar o amor como a maior e mais eficaz demonstração da habitação de Deus em nós, a ponto de dizer que quem não ama ainda está morto. Em sua expressão de entrega e dedicação, o amor precisa ser uma expressão de nossa fé, testemunhando através de nossas atitudes, o quanto de Jesus habita em nós. Sim, amor traduzido em atos legítimos, não circunscritos em palavras mortas e sem qualquer efetiva eficácia.


O amor vivido e praticado é o nosso testemunho; para o que somos capacitados pelo poder realizador do Espírito Santos que habita em nós. Ora, não amemos de palavras nem de boca, mas sim de atitudes e em verdade. Se alguém declarar: “Eu amo a Deus!”, porém odiar a seu irmão, é mentiroso, porquanto quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê? Quem não testemunha por amor, não reflete a imagem de Cristo em sua vida, ainda que conte histórias de milagres. Pois qualquer milagre realizado já passou. O milagre que permanece, é o amor de Deus em nós.

2 comentários:

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