quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Je prie pour le Brasil


1 Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, 2 em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. 3 Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, 4 o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”
                      1 Timóteo 2:1-4 – RA


1 Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. 2 De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. 3 Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, 4 visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. 5 É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. 6 Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. 7 Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.”
                      Romanos 13:1-7 – RA (ver também Jeremias 29:7)

É flagrante e crescente a onda de pessimismo que vem acometendo os diversos seguimentos da sociedade brasileira, quanto ao futuro próximo de nosso país. O noticiário vem acumulando fatos que têm estarrecido a população mais atenta aos rumos da nação. Mudanças de regras, inversões de prioridades, corrupção e instabilidade política, apontam para dias difíceis e conjunturas nada favoráveis a um transcurso tranqüilo e próspero da vida de nossa gente.

É claro que em circunstâncias como essas, os menos favorecidos, os pobres e os dependentes de amparo do Estado são sempre os mais prejudicados, ainda que pela falta de informação ou mesmo de formação, não sejam capazes de perceber o caminho nada promissor que a conjuntura sócio-econômica vem trilhando. Iludidos por paliativos que lhe mitigam as necessidades mais imediatas, são incapazes de enxergar que o futuro e o horizonte pode lhes estar sendo negados, à medida que as vigas para um amanhã consistente, oscilam afundadas em um lamaçal de negociatas de uma gestão confusa e de eficácia duvidosa.

Na outra ponta dessa corda, estão os presumidamente esclarecidos, que imaginam perceber as “ciladas” e “artimanhas” da atual administração pública, rebelando-se e multiplicando-se em críticas e acusações que oscilam entre infundadas e totalmente aceitáveis, demonstrando uma indignação latente e pulsante, mas que em contrapartida, admitem que o remédio, agora, terá mesmo que ser amargo, dada a extensão dos danos que a gestão doente sofreu. De prático, sobram críticas e dedos em riste, faltam idéias e soluções plausíveis, menos dolorosas para a maioria dos brasileiros. Falo maioria, porque obviamente há aquela parcela bem minoritária da sociedade, para quem as condições que o país atravessa, parece pouco incomodar ou mesmo em nada atingir suas vidas supostamente seguras e inatingíveis por questões menores e sem importância.

E nós cristãos, o que pensamos disso tudo? O que esperamos? Em quem acreditamos? Para qual lado torcemos ou tendemos? Somamos com os que acreditam que tudo o que tem aparecido na mídia é uma conspiração política para aplicar um golpe no governo legitimamente constituído, ou nos juntamos aos que apontam o dedo acusando a gestão pública de incompetência e corrupção, culpando-os exclusivamente pelas circunstâncias em que se encontra o país? De ambos os lados há razões e sobram argumentos, e qualquer discussão a respeito não parece melhorar em nada a realidade premente e preocupante.

Alheio a conflitos, mas atento à conjuntura e às circunstâncias sociais em que estavam inseridos os cristãos do primeiro século, Paulo exorta Timóteo a orar pelos reis e autoridades. Quer queiramos, quer não, vivemos em uma sociedade civil. Um país onde as decisões e os rumos definidos por seus governantes têm impactos diretos e indiretos em nossa vida cotidiana. O apóstolo sabia disso e entendia que a tranqüilidade e a facilidade para continuar pregando o evangelho atendendo à vontade de Deus de que todos sejam salvos, dependia de uma condução ordenada e calma por parte das lideranças políticas daquela região.

Ao dizer para orar por todos os homens, Paulo pretende que Timóteo não se furte de orar por um ou outro determinado governante, seja ele quem for, pense ele o que pensar, seja ele pagão ou não. Paulo amplia assim a percepção de Timóteo de que a pluralidade da condição humana não pode estreitar-nos em uma visão elitista e exclusivista. O importante era pedir a Deus que lhes garantisse uma condição social mansa e tranqüila, para que pudessem viver piedosamente, adorando e servindo de testemunhas de Deus sempre que oportuno.

Em Romanos, Paulo adverte quanto à importância do respeito e à submissão aos governantes, por Deus investidos de autoridade. Desse modo ele ressalta que Deus se mantém no controle da história, e seja lá de que modo tal autoridade tenha sido estabelecida, se por Deus não lhe fosse dado tal poder, ela não seria autoridade. Como já havia sido dito anteriormente por Jesus a Pilatos:


10 Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? 11 Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem.”
                      João 19:10-11 - RA

Portanto submissão às autoridades e súplicas a Deus por elas, é agradável ao Senhor. É a busca por dias menos difíceis para o conjunto da nação. A briga política não é nossa vocação direta, mas sim as intercessões, súplicas e ações de graças.

Ora, até quando assistiremos ao noticiário da TV, apenas emitindo indignadas considerações, sem levantar um clamor sincero e responsável a Deus em favor de nosso país? Se o mundo jaz no maligno, o Brasil não está diferente. É nossa responsabilidade suplicar a Deus por nossa nação. Ainda que sejamos peregrinos em terra estranha, como vivia Israel no exílio em Babilônia.


4 Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, a todos os exilados que eu deportei de Jerusalém para a Babilônia: 5 Edificai casas e habitai nelas; plantai pomares e comei o seu fruto. 6 Tomai esposas e gerai filhos e filhas, tomai esposas para vossos filhos e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; multiplicai-vos aí e não vos diminuais. 7 Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz.
                      Jeremias 29:4-7 – RA

Que Deus nos inspire contínuo sentimento de intercessão por nosso povo e por nossa nação, para dias de paz e mansidão nos sejam concedidos. Para que o evangelho de Jesus possa ser pregado com singeleza de coração, em meio à tolerância e boa vontade.

Um forte abraço...

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