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quarta-feira, 9 de julho de 2014

X Lições que a Alemanha de Joaquim nos deu



Aproveitando que o sangue ainda está quente, e que na cabeça ainda martela a pergunta "o que aconteceu?", vamos a algumas reflexões:

1. Gabamo-nos de ser o país do improviso. Confiamos tanto em nossa capacidade de "desenrolarmos uma parada", que esse costume de apagar incêndio se espalha em diversos seguimentos. Não seria diferente no futebol. Acreditamos piamente em nossa habilidade e talento para solucionarmos tudo. "Nada substitui o talento", diz o slogan do prêmio Profissionais do Ano. Mas o que vimos hoje, é que NADA SUPERA O TRABALHO. Nem um planejamento cumprido a risca, e a confiança imensa de confiar que o outro realizará o que foi combinado.

2. Alguém tem dúvida de que individualmente nossos jogadores são superiores tecnicamente? Acontece que o futebol é um esporte coletivo. Ganha a equipe que melhor utilizar TODAS as suas peças. Passamos grande sufoco em quase todos os nossos jogos, porque jogamos sempre com menos jogadores que a equipe adversária. Numa equipe em que cada integrante desempenha um papel relevante, não pode haver coadjuvante. Mas nós esperamos sempre de um único herói.

3. A entrevista do Davi Luiz ao final do jogo demonstrou o peso e a responsabilidade que nós... TODOS NÓS jogamos sobre os ombros desses meninos. "eu só queria dar um pouco de alegria para esse meu povo que é tão sofrido..." disse esse menino entre lágrimas e pedindo desculpas. Não Davi, não é você nem o Neymar, nem o Julio Cesar. Nenhum de vocês tem a responsabilidade de fazer o povo feliz. Nem o Felipão! A responsabilidade de fazer o povo feliz é dele próprio e de seus governantes, em garantir condições de uma vida digna para todo brasileiro. Nós e a mídia inteira acreditamos que, se fizéssemos esse grupo internalizar que eles eram obrigados a vencer a Copa 2014, no Brasil, isso de algum modo se traduziria em garra, força e determinação dentro de campo. Erramos todos na mão. O que causamos foi, descontrole, insegurança e culpa. O que ficou muito claro no jogo contra o Chile.

4. Por fim... Não, a Copa NÃO FOI COMPRADA! Nem vendida. E não teria sido melhor fazer hospitais em lugar de estádios. Hospitais devem ser feitos sempre. Assim como escolas, casas populares e tudo o mais que se espera do poder público. Chega de misturarmos governo e futebol!


5. Desculpem-me, mais uma coisinha. Continuamos sendo pentacampeões. Aliás, o único país com cinco estrelas no uniforme. O maior exportador de craques do planeta. Só precisa haver trabalho e planejamento. Mas se continuarmos a trocar os profissionais a cada jogo mal sucedido, teremos que esperar um pouco mais do que quatro anos para sermos campeões outra vez.

domingo, 29 de junho de 2014

X A frustração de hoje que o Julio Cesar impediu


Ninguém quer acreditar, mas é verdade. Estamos fora da Copa 2014. A nossa Copa. A Copa que aguardamos por tanto tempo e acreditamos ser a Copa do Hexa. Ele não virá. Não nessa Copa. A seleção brasileira perdeu. O Brasil está fora.

Após o último pênalti perdido por Neymar, a torcida brasileira espalhada por todo o pais se calou. Como quem se dá ao carrasco, esperamos apenas o cumprimento da sentença. E quando o pênalti cobrado pelo chileno foi convertido em gol, nos entreolhamos desapontados e querendo não acreditar no que começávamos a viver. O fim da esperança de sermos campeões.

É claro que agora, com as lágrimas enxugadas, fica claro que alguns fatores durante o jogo e os momentos que antecederam a disputa por pênaltis, já nos davam boas dicas do que aconteceria. O polêmico Júlio Cesar chorava copiosamente, completamente desequilibrado e sem a menor condição de cumprir com suas responsabilidades em campo. Já havia demonstrado desequilíbrio em 2010, e por teimosia foi convocado por Felipão cada vez mais ranzinza e intransigente. O Willians havia acabado de entrar e sequer estava devidamente aquecido. E o Hulk... Depois de ter falhado no gol de empate do Chile, não poderia ter sido escalado para cobrar um dos pênaltis. Não um jogador que cobra pênalti com o peito do pé... Lamentável.

Mas nenhum outro fator contribuiu mais para o fracasso brasileiro na cobrança dos pênaltis, do que escalar um jogador que minutos antes havia caído no campo, com dores de câimbra. Neymar claramente não tinha a menor condição de ser um dos cobradores. Principalmente ser o cobrador que encerraria a série. Era impossível acreditar que ele pudesse fazer algo diferente, do que chutar fraco, nas mãos do goleiro chileno.

Portanto, o que vimos ontem, foi a conjunção de decisões inadequadas por parte da comissão técnica, que veio desde a preparação da seleção, passando pela convocação e terminando na desastrosa e equivocada escolha dos cobradores da série de pênaltis. Teimosia, ingenuidade e impertinência.

Assim termina uma das participações mais pífias do Brasil em copas do mundo, com uma diferença; dessa vez temos mais culpados para escolher e não será apenas o decadente Julio Cesar a sofrer com a frustração da torcida.

... Que teve muito jornalista e crítico de plantão deletando um artigo assim para hoje, ah isso teve!!!


Valeu seleção! Valeu Julio Cesar!!!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

X A notícia de amanhã que a seleção frustrou


A torcida brasileira está em festa. Com um desempenho pra lá de impressionante, a seleção brasileira encantou os milhares de torcedores que estiveram hoje à tarde na Arena Castelão em Fortaleza, além dos milhões de espectadores que, pela televisão ou pelos incontáveis telões espalhados pelo mundo, assistiram a Neymar e companhia superarem a boa seleção Mexicana.

O espetáculo mais uma vez começou com a torcida presente ao estádio, que repetindo a já tradicional quebra de protocolo, cantou toda a primeira estrofe do nosso hino à capela. É como se os torcedores mandassem um recado aos adversários: O estádio é nosso. O país é nosso. A vitória tem de ser nossa! Mesmo previsível, o momento é de arrepiar!

Mas não foi só a platéia que deu espetáculo. No palco seleção brilhou. Jogando compactada e envolvendo o time mexicano com um toque de bola rápido e ofensivo, a equipe brasileira chegou ao primeiro gol logo aos oito minutos do primeiro tempo. Aproveitando um cruzamento rasteiro vindo da esquerda, Fred, sempre rápido e bem colocado na área, antecipou-se aos zagueiros e mandou a bola para o fundo da rede mexicana.

Obrigada a buscar o empate, a seleção do México foi ao ataque, abrindo espaços em sua defesa e dando chance aos nossos contra-ataques. E foi exatamente com uma arrancada impressionante, que Neymar, aos vinte e sete minutos do primeiro tempo, recebendo de Luiz Gustavo uma bola roubada na intermediária brasileira, livrou-se de três marcadores, chutando rasteiro no canto direito do goleiro mexicano. Já é considerado pelos jornalistas que cobrem a Copa, o gol mais bonito da competição até agora.

Mesmo com as substituições feitas no intervalo e logo no início do segundo tempo, o técnico mexicano não encontrou uma maneira de vencer a forte marcação brasileira, e muito menos evitar os contra-ataques brasileiros, que levaram perigo constante ao gol de Ochoa. Pior. Com a entrada de Bernard aos trinta minutos, substituindo Ramires, o ataque brasileiro mostrou ainda mais entrosamento. E depois de uma rápida troca de passes entre Neymar e Bernard na entrada da área, a bola sobrou livre para Oscar, que com um chute colocado fez o terceiro gol do Brasil.

Trocando passes e mantendo a bola no campo adversário, a seleção brasileira administrou a partida até o final. Nossa defesa foi pouco testada pelos mexicanos e o goleiro Julio Cesar quase não viu a cor da bola. Foi uma vitória empolgante. Aos gritos de “o campeão voltou!”, os torcedores brasileiros deixaram o estádio rindo a toa, e com a sensação de que a conquista do hexa está ainda mais perto.

... Foi tudo o que deveria ter acontecido. Só que não!!
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